Um novo retrato
de um cidadão comum
um novo relato
ao objeto incomum.
das harmonias deflagradas
relatadas,
um novo sujeito
sem jeito
de recorrer a quem !
Doutrem possível querer
Me faz bem.
Outrem divina fé
composta anedota
do perfil de um idiota
sem possível, sendo incrível
sendo a quem !
Por quem jamais disse a verdade
sobre a minha idade
Ligada a puberdade.
Feliz de quem relembra
as travessuras
as figuras
as viaturas
de um naufrágio frígido
frágil...que se acabou.
Por Walcyr de Sá
do livro "Altarboz" em 1987
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Diálogo desesperado
E daí !!
Viagens e daí !!
Passeios e daí !!
E daí !!
E daí !!
Nunca é prá mim !!
Num assovio,
E daí !!
Nenhum assunto...
Depende ??
Depende !!
Depende !!
Depende !!
Claramente falamos e esperamos
Mas nada se revelou,
Se clamou,
Fluentes imagens que aparecem,
que teias virão,
que gosto estava,
que maldade,
que saudade,
quem são - por que razão !?
Dependeu do lugar ?
Dependeu do andar ?
Que ficamos !!
Esperamos !!
Dependeu muito,
Hora terminada,
Hora desesperada e determinada
Porque? Porque ? Porque ?
Ainda preciso terminar !
Quando,
Depende ?
Tchau, Tchau, Tchau...
Por Walcyr de Sá
do livro "Altarboz"
Viagens e daí !!
Passeios e daí !!
E daí !!
E daí !!
Nunca é prá mim !!
Num assovio,
E daí !!
Nenhum assunto...
Depende ??
Depende !!
Depende !!
Depende !!
Claramente falamos e esperamos
Mas nada se revelou,
Se clamou,
Fluentes imagens que aparecem,
que teias virão,
que gosto estava,
que maldade,
que saudade,
quem são - por que razão !?
Dependeu do lugar ?
Dependeu do andar ?
Que ficamos !!
Esperamos !!
Dependeu muito,
Hora terminada,
Hora desesperada e determinada
Porque? Porque ? Porque ?
Ainda preciso terminar !
Quando,
Depende ?
Tchau, Tchau, Tchau...
Por Walcyr de Sá
do livro "Altarboz"
sábado, 21 de janeiro de 2012
Queiras
Queiras,
mais uma vez perdoar
os fariseus da baixada favelada.
Queiras,
mais uma vez escutar
o canto das hienas peladas.
Queiras,
mais uma vez acreditar
que todas as bundas säo iguais.
Queiras
mais uma vez matar
a desconcertante das atitudes atuais.
Queiras,
pela segunda vez
salvar o tonto
que percorre na fè de sua peregrinação
acreditando nos dizeres de São Sebastião.
Queiras,
pela útima vez
ver quem foi o ateu de Atenas
que relembrou da morte serena
do fariseu que nasceu no poente
da vida cedente
da prosa inocente
do doente da síndrome de down
que acabou de descer as escadas do inferno
esquivando-se
das chamas do mal...
Por Walcyr de Sá em críticas sociais ( cidade do Rio de Janeiro )
do livro " Aos Serafins, Querubins e os Arcanjos "
mais uma vez perdoar
os fariseus da baixada favelada.
Queiras,
mais uma vez escutar
o canto das hienas peladas.
Queiras,
mais uma vez acreditar
que todas as bundas säo iguais.
Queiras
mais uma vez matar
a desconcertante das atitudes atuais.
Queiras,
pela segunda vez
salvar o tonto
que percorre na fè de sua peregrinação
acreditando nos dizeres de São Sebastião.
Queiras,
pela útima vez
ver quem foi o ateu de Atenas
que relembrou da morte serena
do fariseu que nasceu no poente
da vida cedente
da prosa inocente
do doente da síndrome de down
que acabou de descer as escadas do inferno
esquivando-se
das chamas do mal...
Por Walcyr de Sá em críticas sociais ( cidade do Rio de Janeiro )
do livro " Aos Serafins, Querubins e os Arcanjos "
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Mariposas
Elas voam,
e desmancham o céu de anil,
saimos dispersos,
a cada segundo de sobrevivência,
das incoerências,
da vergonha atingida,
foi na segunda saída,
duma nostalgia.
Da dança que nos rege,
as regras que nos impõe,
faz a desgraça subjetiva,
dos nossos farrapos...
Elas voam,
as mariposas voam,
a angustia aumenta,
na cidade sangrenta,
do que mais me contenta,
se vou viver,
pata libertar os meus,
as minhas,
as nossas...
Nostalgica celebração,
de voltar ao lar,
que as mariposas nos trouxeram,
nos deixaram,
e que, em sua volta,
ela possa dizer,
que era um anjo...
Por Walcyr de Sá
do livro "Depois do Sol" em críticas sociais ( 1994 )
e desmancham o céu de anil,
saimos dispersos,
a cada segundo de sobrevivência,
das incoerências,
da vergonha atingida,
foi na segunda saída,
duma nostalgia.
Da dança que nos rege,
as regras que nos impõe,
faz a desgraça subjetiva,
dos nossos farrapos...
Elas voam,
as mariposas voam,
a angustia aumenta,
na cidade sangrenta,
do que mais me contenta,
se vou viver,
pata libertar os meus,
as minhas,
as nossas...
Nostalgica celebração,
de voltar ao lar,
que as mariposas nos trouxeram,
nos deixaram,
e que, em sua volta,
ela possa dizer,
que era um anjo...
Por Walcyr de Sá
do livro "Depois do Sol" em críticas sociais ( 1994 )
Romance de nel-franzine
Hoje eu queria estar nas nuvens
e beijar o chão que piso.
Hoje irei escrever a mais linda poesia para você
e me deitarei no espaço
acolhido em suas mãos.
Percebi que sem querer
estava escrevendo em meus sonhos
o romance de nel-franzine
e me esquivei nos tormentos do luar
para deixar e me apaixonar.
Hoje darei a você
todas as minhas poesias
e mais uma caixa cheia de saudades...
Juro!! que nunca imaginei
que todos os românticos
são alvos da solidão
mas verdadeiramente são cheios de compaixão
no coração,
porque somos amantes da vida humana
e temos coragem de amar.
Gostei de ser um poeta,
para oferecer uma poesia,
a essa mulher que vive em minha vida,
gostei de mover as ondas,
e desenvolver as marés, e toda maresia...
Gosto somente de lhe oferecer,
essa pequena poesia
e que ela seja
uma grande nostalgia
em nossas vidas...
Por Walcyr de Sá
e beijar o chão que piso.
Hoje irei escrever a mais linda poesia para você
e me deitarei no espaço
acolhido em suas mãos.
Percebi que sem querer
estava escrevendo em meus sonhos
o romance de nel-franzine
e me esquivei nos tormentos do luar
para deixar e me apaixonar.
Hoje darei a você
todas as minhas poesias
e mais uma caixa cheia de saudades...
Juro!! que nunca imaginei
que todos os românticos
são alvos da solidão
mas verdadeiramente são cheios de compaixão
no coração,
porque somos amantes da vida humana
e temos coragem de amar.
Gostei de ser um poeta,
para oferecer uma poesia,
a essa mulher que vive em minha vida,
gostei de mover as ondas,
e desenvolver as marés, e toda maresia...
Gosto somente de lhe oferecer,
essa pequena poesia
e que ela seja
uma grande nostalgia
em nossas vidas...
Por Walcyr de Sá
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
A segunda tempestade
O chumbo, que tão cinza estava
coloriu a risada dos sinceros
que se mostraram ao velho universo coberto
da desgraça das garças amarelas.
Estela uma vez me falou
que todo branco ficaria negro
se não olhasse para dentro de si mesmo...
Respondi em desespero :
- Por favor não me mate !
- Por favor não me abata !
Pois minha raça será a quinta da praça na Candelária...
E novamente veio comigo o sorriso mais lindo, do menino caído,
no chão de barro,
para arcos nublados,
para quem foi assassinado...
E para o céu se foi
o mais sacrificado dos seres humanos;
pois seria o único
a nos salvar,
e eles o mataram
sem ao menos perguntar,
se um dia cairia
a segunda tempestade,
a terceira fogueira,
a quarta facada,
de um réu , caído na Candelária...
Poesia feita em homenangem às crianças que foram assassinadas na Candelária , por um grupo de extermínio no dia 23 de julho de 1993.
Por Walcyr de Sá em críticas sociais
do livro "Aos Serafins, Querubins e os Arcanjos"
coloriu a risada dos sinceros
que se mostraram ao velho universo coberto
da desgraça das garças amarelas.
Estela uma vez me falou
que todo branco ficaria negro
se não olhasse para dentro de si mesmo...
Respondi em desespero :
- Por favor não me mate !
- Por favor não me abata !
Pois minha raça será a quinta da praça na Candelária...
E novamente veio comigo o sorriso mais lindo, do menino caído,
no chão de barro,
para arcos nublados,
para quem foi assassinado...
E para o céu se foi
o mais sacrificado dos seres humanos;
pois seria o único
a nos salvar,
e eles o mataram
sem ao menos perguntar,
se um dia cairia
a segunda tempestade,
a terceira fogueira,
a quarta facada,
de um réu , caído na Candelária...
Poesia feita em homenangem às crianças que foram assassinadas na Candelária , por um grupo de extermínio no dia 23 de julho de 1993.
Por Walcyr de Sá em críticas sociais
do livro "Aos Serafins, Querubins e os Arcanjos"
Imensidão de outrora
Pedra preciosa,
côr rosa ou pêssego,
em seu desejo,
sofro na certeza da escuridão...
Emoção leve,
emoção breve...
O desejo retrai meus sentidos,
meus unidos, meus vertigos.
Ouço meu mundo,
que certeza tenho,
daquilo que entendo...
Entendo que o amor,
tráfega em prantos,
em cantos,
e reluz,
brevemente calado na imensidão de outrora,
que tudo tenha sua hora,
quando ela vier...
Por Walcyr de Sá
livro "Aos Serafins,Querubins e os Arcanjos"
côr rosa ou pêssego,
em seu desejo,
sofro na certeza da escuridão...
Emoção leve,
emoção breve...
O desejo retrai meus sentidos,
meus unidos, meus vertigos.
Ouço meu mundo,
que certeza tenho,
daquilo que entendo...
Entendo que o amor,
tráfega em prantos,
em cantos,
e reluz,
brevemente calado na imensidão de outrora,
que tudo tenha sua hora,
quando ela vier...
Por Walcyr de Sá
livro "Aos Serafins,Querubins e os Arcanjos"
Assinar:
Postagens (Atom)